Como visto no capítulo anterior, os dispositivos hipersustentadores são mecanismos adaptados às asas de uma aeronave com o objetivo de aumentar o coeficiente de sustentação.
E dentre os seus principais formatos, o Flap é o dispositivo que possibilita o aumento da curvatura da asa e fica localizado no bordo de fuga.
Suas vantagens estão em poder ser estendidos e recolhidos durante o voo, permitindo que a aeronave apresente uma boa performance tanto em voo de cruzeiro, quando desenvolve alta velocidade, quanto nas fases de pouso e decolagem, quando necessita voar e baixa velocidade.
Como o piloto é o responsável pela extensão e recolhimento dos flaps, é preciso atentar-se sobre as limitações de velocidade de altitude para a sua operação. Pois a sua utilização fora dos padrões pode ocasionar em dados estruturais na aeronave.
Nos velocímetros das aeronaves de pequeno porte há uma faixa branca, que indica a faixa de operação com flaps estendidos, e é uma boa referência para você não ultrapassar os limites de velocidade.
Vs0: velocidade de estol, com trem de pouso baixado, flaps estendidos e potência reduzida.
Vfe: velocidade máxima para flaps estendidos.
Os flapes mais importantes para a prova da ANAC, são os tipos “Simples” e “Fowler”. Também são os que mais encontramos no dia a dia.
O Slot é um tipo de fenda ou ranhura que aumenta o ângulo de ataque crítico de um aerofólio, através da suavização do escoamento do ar no extradorso da asa, evitando o turbilhonamento.
Com este dispositivo, a asa consegue alcançar ângulos de ataque maiores, e com isso, aumentar o seu coeficiente de sustentação.
Dentre os tipos de Slot, temos os fixos, móveis (slat) e o leading edge flaps (flaps de bordo de ataque).
A decolagem consiste na fase de acelerar a aeronave de uma velocidade igual a zero parauma velocidade segura, capaz de produzir sustentação e prosseguir com a aceleração da velocidade até 50ft de altura, onde se inicia a fase de subida.
A distância de decolagem representa a distância que a aeronave percorre em solo desde o momento que está parada e inicia a aceleração até o momento em que atinge 50ft de altura a uma velocidade segura.
E a rolagem no solo representa a distância percorrida em solo durante
a aceleração da aeronave parada até a velocidade de rotação.
Uma segura é relacionada a velocidade de estol e geralmente corresponde a uma margem de 20% acima desta velocidade.
E os principais fatores que devem ser analisados para o planejamento de uma decolagem envolve as variáveis de peso, velocidade, densidade do ar, vento, uso do flap e características da pista.
Piso da Pista: quanto maior o atrito do pneu com o solo, maior será a distância requerida para a decolagem. Uma pista com pavimento duro e seco é a que proporciona o menor atrito e a condição ideal para a decolagem.
Portanto, para a melhor performance de decolagem a condição ideal deve apresentar:
Durante a subida o peso da aeronave passa a agir em direção a sua parte traseira, aumentando imediatamente o arrasto. Para compensar este aumento de arrasto, é necessário aplicar mais potência para equilibrar a variação das forças.
Desta forma, para sustentar uma subida ou um ângulo de subida, a aeronave precisa desenvolver potência disponível para compensar o arrasto adicional produzido.
Portanto, para a melhor performance de decolagem a condição ideal deve apresentar:
Também conhecido como voo reto e nivelado, o voo de cruzeiro é normalmente a parte mais longa de um voo, e por este motivo, uma adequada escolha de nível de voo e velocidade, proporciona altos índices de performance.
Esta fase do voo sofre a influência da atitude, altitude, ângulo de ataque,
velocidade, potência e peso da aeronave. E sua principal característica é que quando em velocidade constante, as quatro forças – sustentação, peso, tração e arrasto – permanecem em equilíbrio.
Entenda a performance do voo de cruzeiro em relação aos seus fatores de influência.
Em contra partida, se a aeronave encontra um vento de cauda, o tempo em rota será reduzido, devido a maior velocidade em relação ao solo, o que consequentemente irá diminuir o consumo de combustível e
aumentar o alcance do voo.
A força centrífuga pode ser tratada como “Componente de Arrasto” em questões da ANAC.
A sustentação em uma curva é separada em dois componentes.
Componente vertical: Atua no sentido contrário ao peso.
Componente horizontal: Atual no sentido do centro da curva, que também é conhecido como força centrípeta.
E como a sustentação em curva será uma resultante destes dois componentes, ela obrigatoriamente será maior do que o peso. Para isso, à medida que a inclinação da curva é aumentada, o ângulo de ataque também deverá ser aumentado com o objetivo de tornar a sustentação total maior.
Neste contexto, compreenda os conceitos de ângulo de inclinação, raio da curva e raio limite.
Para manter a curva coordenada utiliza-se um instrumento conhecido como “Turn Coordinator”, com as funções de indicar a velocidade de inclinação e a coordenação da curva. E é através deste instrumento que o piloto deve checar se a força aplicada no pedal está adequada ou não.
Para iniciar uma trajetória de voo descendente, também conhecida como voo planado, precisamos retirar a força de tração, de modo que a aeronave sofra influência apenas do peso, arrasto e da sustentação.
Por fim, a última etapa de um voo é o pouso, que consiste na manobra de cruzar a cabeceira da pista a uma altura de 50ft e com uma velocidade de segurança, para tocar na pista e parar completamente a aeronave.
Portanto, para a melhor performance de pouso a condição ideal deve apresentar:
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